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Como é do conhecimento geral, Ponte de Lima, região onde está sediada a Remax Move :: Limiana, é uma das vilas mais antigas (se não mesmo a mais antiga) de Portugal, possuindo um valor histórico enorme. Já aqui falamos de vários monumentos importantes na região, como é o caso da Ponte Velha ou da Capela de Nossa Senhora da Penha de França.

No artigo de hoje, abordamos outro marco historicamente importante em Ponte de Lima: a Torre de São Paulo. Esta torre é um dos únicos vestígios ainda existentes das antigas muralhas medievais, e tem ainda gravado um acontecimento que é, no mínimo… bastante curioso!

A História e a Lenda das Cabras

Classificada como Imóvel de Interesse Público (assim como a Torre da Cadeia Velha), a Torre de S. Paulo foi erigida no século XIV, por D. Pedro I, e é o testemunho mais notório do que resta da velha muralha de Ponte de Lima, a qual, para além da estrutura amuralhada, era composta por torres e portas, sendo que esta servia como uma torre de vigia.

É visível a partir do Passeio 25 de Abril e da Rua do Postigo, e a fachada para o Passeio 25 de Abril tem alguns elementos a prestar atenção, principalmente um painel de azulejos, que representa a Reconquista, e 3 marcações, com 3 datas inscritas. As marcações são indicação das 3 maiores cheias do rio, que há memória!

Lenda das Cabras: “Cabras são, Senhor!”

 

Na face voltada para o rio, existe ainda um painel de azulejos assinado por Jorge Colaço, que representa um (fantástico) episódio imaginário envolvendo D. Afonso Henriques, na Cabração (Cabras são, Senhor!).

 

Segundo a lenda, depois de uma caçada, descansando D. Afonso Henriques junto à Capela de Nossa Senhora de Azevedo com a sua comitiva, começou a notar-se ao longe uma nuvem de pó e um barulho ensurdecedor. Julgando ser o inimigo que iria atacar, prepararam-se para o combate, indo de encontro à poeira e ao barulho, quando, de repente, o aio D. Egas, parando, dirigiu-se ao rei dizendo em tom de riso: “Cabras são, Senhor!” Deste modo, aquela área, que era ocupada em grande parte por pastores e cabras, passou a chamar-se Cabração.